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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

"Ter filhos traz mesmo felicidade?"


É 1 hora da madrugada. Um choro estridente desperta a ex-judoca olímpica Danielle Zangrando, de 33 anos. Desde que levou Lara do hospital para casa, as mamadas a cada três horas impedem o sono de antes. Ela pula da cama e oferece à filha o peito. Depois, troca a décima fralda daquele dia, embala a bebê no colo, caminha com ela em busca de uma posição que a faça parar de chorar. O choro prossegue. Daniele tenta bolsa de água quente e gotinhas de remédio. Nada de o berreiro cessar. Duas horas depois, mãe e filha formam um coro: Danielle também cai em prantos, desesperada. É a primeira cólica de Lara, com 20 dias de vida. O pai, Maurício Sanches, funcionário público de 48 anos, se sente impotente. Está frustrado e desconta a frustração na mulher: “Você comeu algo que fez mal a ela?”. A partir de então, Danielle se privará também do chocolate. Já desistira do sono, da liberdade, do trabalho como comentarista de esporte. Na manhã seguinte, ainda exausta da maratona noturna, retomará a mesma rotina, logo cedo: amamentar, dar banho, trocar fralda, botar para dormir. “Ninguém sabe de verdade como é esse universo até entrar nele”, diz Danielle. Hoje, Lara está com 2 anos. As noites não são tão duras quanto costumavam ser. Mas Danielle e Sanches ainda dizem que ter filhos é uma missão muito mais difícil do que eles haviam imaginado.

Eis um problema: a paternidade, que deveria ser o momento mais feliz da vida dos casais – de acordo com tudo o que aprendemos –, na verdade nem sempre é assim. Ou, melhor dizendo, não é nada disso. Para boa parte dos pais e (sobretudo) das mães, filhos pequenos são sinônimo de cansaço, estresse, isolamento social e – não tenhamos medo das palavras – um certo grau de infelicidade. Ninguém fala disso abertamente. É feio. As pessoas têm medo de se queixar e parecer desnaturadas. O máximo que se ouve são referências ambíguas e cheias de altruísmo aos percalços da maternidade, como no chavão: “Ser mãe é padecer no Paraíso”. Muitas que passaram pelo padecimento não se lembram de ter visto o Paraíso e, mesmo assim, realimentam a mística. Costumam falar apenas do amor incondicional que nasce com os filhos e das alegrias únicas que se podem extrair do convívio com eles. A depressão, as rachaduras na intimidade do casal, as dificuldades com a carreira e o dinheiro curto – disso não se fala fora do círculo mais íntimo e, mesmo nele, se fala com cuidado. É tabu expor a própria tristeza numa situação que deveria ser idílica.

Olá seguidores!

Estou sugerindo está reportagem, pois penso ser um tema não muito discutido na nossa sociedade, e que precisamos refletir um pouco.
Fala-se muito dos aspectos positivos da maternidade e paternidade, e muitas vezes nós enquanto sociedade não deixamos espaço para que os pais (em especial os de primeira viagem) possam discutir sobre seus medos, suas dúvidas e até suas insatisfação na experiência de ter um bebê em casa.
Sentir irritação, cansaço e tristeza diante das situações que são colocadas no dia a dia com os cuidados que um bebê exige não são só sinônimos de depressão ou de que os pais são desleixados. Pode ser também sinal de adaptação de um mundo novo, em que todos têm que se reconhecer e aprender a lidar com o jeito de cada um.
Poder ter um espaço, dentro da família mesmo, para compartilhar as dificuldades desse primeiro período é muito importante para que a ansiedade diminua.
A comunicação é essencial neste momento, dividir a experiência com pessoas que já viveram essa fase é muito importante, ajuda a reconhecer que não estão sozinhos nessa situação e que outras pessoas já passaram por isso e sobreviveram.
Refletir que somos seres ambivalentes contribui para esse período e os próximos que virão, pois assim podemos integrar que faz parte da nossa essência, e que não há nada de ruim, amar profundamente uma pessoa e mesmo assim se irritar  e não gostar de algumas coisas dela, mesmo quando estamos falando em bebês.





sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ciúmes do bebê! Como ajudar os irmãos na adaptação com o novo membro da família

Ouvimos com frequência a preocupação de mães, pais, avós e até mesmo professores com a famosa “crise de ciúmes” da criança ou do adolescente que estão para receber ou já receberam recentemente um irmão(ã) mais novo(a) em casa. Essa famosa “crise de ciúmes” é normal e sempre ocorrerá quando um bebê novo está por vir. O importante é  saber lidar com ela a fim de minimizar os possíveis problemas na família.
A primeira coisa para refletirmos é que esse ciúmes pode estar encobrindo um medo e uma insegurança da criança ou do adolescente em perder o seu lugar, os olhares de seus familiares e o cuidado e o amor dos seus pais. Crianças e adolescentes terão reações diferentes na hora de expressar esses ciúmes, mas estarão querendo dizer basicamente a mesma coisa: “Estou com medo de ser excluído e perder tudo que conquistei com vocês para esse bebê que está chegando”. Como não há apenas uma forma de expressar isso, muitas vezes os pais ficam confusos e não identificam os sinais que os filhos transmitem como sendo ciúmes, mas birra ou malcriação, pois pode ocorrer da criança ficar agressiva, regredida, respondona, ter notas ruins na escola e etc.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Especial Dia das Mães: Ser mãe é mesmo viver no Paraíso?

Você está grávida e todo mundo que te conhece começa a dizer que depois que o seu bebê nascer seus olhos vão brilhar, você vai sair da maternidade linda e saltitante e que de agora em diante o seu mundo será azul.
O bebê nasce, vocês começam um “namoro”, começam a se conhecer “cara a cara”, um aprende com o outro o jeito de estar no mundo lado a lado. Tem dias em que tudo está em paz: acordam ao mesmo tempo, têm necessidades parecidas (você quer dar de mamar naquele momento que ele também quer mamar!) e dá até a sensação que vocês dois se bastariam. Tudo parece perfeito!