sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Documentário da Discovery ajuda a entender mais sobre todo o processo de gestação!
Leitores, o documentário é longo. Mas resolvi postar, pois tem informações importantes sobre todo o processo gestacionais. Para as mães e os pais que querem entender todo o processo, vale a pena. Bom filme!!!
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Quando posso deixar meu (minha) filho (a) ir para casa de outras pessoas para dormir?
passar
um período noturno longe delas.
Para que as mães e os pais
entendam essa questão e possíveis soluções, irei relatar três fases do
desenvolvimento emocional do bebê e as necessidades deste em cada fase, quando
compreendemos essas necessidades podemos fazer escolhas mais positivas para os
filhos.
Durante os primeiros cinco meses
do bebê, ele encontra-se totalmente dependente dos cuidados maternos, sem claro
ter consciência disto, o bebê nesta fase tira proveito dos cuidados que recebe
da mãe, ou sofre perturbações por suas necessidades não serem atingidas. O bebê não consegue diferenciar o que é bem
ou mal feito pela mãe, ele só consegue perceber se suas necessidades foram
preenchidas ou não, quando eu falo de necessidades preenchidas, estou falando
de amamentação, sonecas sem interrupção, e o aconchego por assim dizer. Nesse período,
é fundamental que o bebê tenha uma pessoa fixa cuidando dele, pode ser pai, mãe,
avó, empregada, mas é importante que o cuidador principal seja sempre a mesma
pessoa. Por quê?
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Quais questões emocionais podem envolver a infertilidade?
emocional,
desenvolvimento pessoal além, é claro, da cobrança da sociedade. Você casa e
logo um monte de gente que convive com você começa a perguntar “quando vem o
bebê?”.
A dificuldade de engravidar do
casal causa na mulher e no homem sentimentos como: medo, ansiedade, tristeza,
vergonha, frustração, sentimento de menos valia, e tudo isso pode ser um grande
desencadeador de estresse.
Todas essas emoções e sentimentos
referentes a infertilidade podem ocasionar problemas para o individuo, para a
relação conjugal, e até mesmo na relação com seu ambiente (sociedade).
Quando a problemática da
fertilidade chega, com ela chegam também conflitos não resolvidos no presente e
no passado, podendo ocasionar uma crise de identidade e diminuição da
autoestima, tanto do homem quanto da mulher.
Por estes motivos, os casais que
estão enfrentando esta problemática precisam do olhar do médico, do psicólogo,
e do apoio social para que consigam passar por este momento de uma maneira
menos pesada.
É muito importante que quem
esteja por perto do casal, familiares e amigos, não faça cobranças relacionadas
a gravidez e nem tente minimizar a problemática propondo soluções de barganha
como “ah, adota que ai você engravida”. Esse tipo de comentário só tende a
deixar o casal mais apreensivo, o melhor neste momento é apoiar o casal,
estando do lado, sem necessariamente precisar falar, mas sim ouvir.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Minha mulher está cheia de desejos, ela quer chamar a atenção?
gestacional, e logo
vem algumas interpretações como: “ELA QUER CHAMAR ATENÇÃO”.
Nem sempre os desejos que as
grávidas expressam são uma necessidade de chamar a atenção, isto de fato pode
acontecer, quando os desejos estão relacionados a coisas muito extravagantes.
É fato que, a mulher no período
gestacional necessita de mais atenção. E muitas vezes os “desejos” estão
encobrindo esse pedido, isto não significa que os maridos estão sendo omissos,
mas sim, que a mulher neste período fica regredida e por mais participativo que
o marido esteja sendo, ela vai solicitar mais atenção. Claro, que não podemos generalizar, e que
isso tudo também dependerá das características de personalidade da futura
mamãe.
Porém, essas solicitações se
forem frequentes podem deixar o marido emocionalmente esgotado, por surgir um
sentimento de impotência em conseguir satisfazer a mulher, e então, a relação conjugal pode sofrer com isto. Por isso, é sempre
importante que exista um diálogo aberto entre o casal, para que ambos possam
compreender o que os “desejos” podem estar encobrindo.
Lembrando que, está é uma visão
psicológica sobre a questão do desejo, existem teorias que o relaciona com
questões de superstições, carências nutricionais, embotamento do paladar e do
olfato, entre outras.
E você, qual desejo já teve que
realizar para sua mulher grávida?
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Meu bebê é especial, e agora?
Toda mulher tem receio que o seu
bebê tenha algum “probleminha”, mas isso na maioria das vezes fica só no
Essa alteração compromete a estabilidade
emocional da mãe, do pai, e dos demais membros da família envolvidos no
processo.
Com o diagnóstico de malformação,
a gestante se vê permeada de sentimentos contraditórios. Esses sentimentos e
emoções devem ser observados com cuidado pelos obstetras, pois, muitas vezes, a
gestante se nega a fazer algum procedimento terapêutico não pelo fato de não
querer, e sim por estar vivenciado um momento de ambivalência. Por isso, a
necessidade de se repetir as explicações, explicar de uma nova maneira, até que
se perceba uma elaboração por parte da mamãe.
Grande parte dessas grávidas têm
preocupações relacionadas a relação conjugal e medo de ficar grávida novamente,
neste momento todo o apoio do pai e familiares é muito importante.
Após o diagnóstico o pai se sente
impotente por não poder proteger sua esposa e filho de tal situação dolorosa,
também é preciso que o pai seja apoiado pela família e amigos, para que assim
consiga dar suporte a mãe.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Parto Humanizado: o que é?
Muito tem se falado sobre parto
humanizado nas mídias em geral, mas noto que algumas futuras mamães e
Ouço muito familiares e amigos
dizendo: “Mas minha filha (mulher, sobrinha, irmã) não vai sofrer muito nesse
tipo de parto?”, “É loucura, para que passar dor em uma época que temos tantos
recursos”.
Então, vamos lá desmistificar o
significado de parto humanizado.
O primeiro mito é a associação
que o senso comum faz de parto humanizado e dor, isto é um erro. A dor não está
associada ao parto humanizado e vice-versa.
O parto humanizado está associado
ao fato da mulher ter direito a escolha e ter uma posição ativa durante o
processo de nascimento do bebê. Olhar por esse viés, significa perceber que o
parto é um processo natural e fisiológico, e que por isso, devem ser evitadas
intervenções desnecessárias.
É preciso lembrar que quando
fala-se em parto humanizado, está se falando em todo um processo, e não somente
no ato de parir.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Bebê chegou em casa, e o sono veio também?
Pois
é, o ruim nessa história é que os pais acabam padecendo com o sono ou a falta
de, dos pequenos.
Quando
o bebê nasce, os ciclos de sono que ele tem estão relacionados com suas
necessidades. E quais são as necessidades que um recém-nascido possui? Comer,
dormir, receber carinho, não nesta mesma ordem, mas com muitas muitas
repetições dessas necessidades ao longo do dia e da noite. O sono do bebê não é
regulado como o nosso em relação as alternâncias de claro ou escuro, mas sim
das sensações de saciedade e de fome.
Quando
estão com as suas necessidades supridas tendem a dormir cerca de duas a cinco
horas, depois acordam, e este movimento é retomado ao longo de todo o dia, em
média os recém-nascidos dormem de 16 a 21 horas, segundo pesquisas cientificas.
Os
pais só irão conseguir dormir um pouco melhor, quando o bebê estiver em média
com uns seis meses de vida, pois nessa fase a necessidade de se alimentar não é
tão urgente quanto nos meses anteriores.
Porém,
desde o inicio os pais precisam ensinar seus filhos a dormirem corretamente
para não terem maiores problemas no futuro.
Mas como fazer isso?
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Primeira Consulta de Pré-natal
Olá Leitores,
Está é a novidade que estava prometendo para vocês.
A Jacira, irá nos acompanhar aqui no blog para que fique mais fácil e mais didático a apresentação de várias dúvidas que percorrem todo o processo de gravidez, pós parto, enfim o processo de ser mãe, pai e família.
A música de fundo é as 4 estações de Vivaldi, algumas pesquisas apontam que ouvir música clássica durante o período de gravidez é ótimo para o bebê.
Espero que gostem, e fiquem à vontade para comentar e colocar suas dúvidas.
Está é a novidade que estava prometendo para vocês.
A Jacira, irá nos acompanhar aqui no blog para que fique mais fácil e mais didático a apresentação de várias dúvidas que percorrem todo o processo de gravidez, pós parto, enfim o processo de ser mãe, pai e família.
A música de fundo é as 4 estações de Vivaldi, algumas pesquisas apontam que ouvir música clássica durante o período de gravidez é ótimo para o bebê.
Espero que gostem, e fiquem à vontade para comentar e colocar suas dúvidas.
domingo, 9 de junho de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
"Ter filhos traz mesmo felicidade?"
É 1 hora da madrugada. Um choro estridente desperta a ex-judoca olímpica
Danielle Zangrando, de 33 anos. Desde que levou Lara do hospital para casa, as
mamadas a cada três horas impedem o sono de antes. Ela pula da cama e oferece à
filha o peito. Depois, troca a décima fralda daquele dia, embala a bebê no
colo, caminha com ela em busca de uma posição que a faça parar de chorar. O
choro prossegue. Daniele tenta bolsa de água quente e gotinhas de remédio. Nada
de o berreiro cessar. Duas horas depois, mãe e filha formam um coro: Danielle
também cai em prantos, desesperada. É a primeira cólica de Lara, com 20 dias de
vida. O pai, Maurício Sanches, funcionário público de 48 anos, se sente
impotente. Está frustrado e desconta a frustração na mulher: “Você comeu algo
que fez mal a ela?”. A partir de então, Danielle se privará também do
chocolate. Já desistira do sono, da liberdade, do trabalho como comentarista de
esporte. Na manhã seguinte, ainda exausta da maratona noturna, retomará a mesma
rotina, logo cedo: amamentar, dar banho, trocar fralda, botar para dormir.
“Ninguém sabe de verdade como é esse universo até entrar nele”, diz Danielle.
Hoje, Lara está com 2 anos. As noites não são tão duras quanto costumavam ser.
Mas Danielle e Sanches ainda dizem que ter filhos é uma missão muito mais
difícil do que eles haviam imaginado.Eis um problema: a paternidade, que deveria ser o momento mais feliz da vida dos casais – de acordo com tudo o que aprendemos –, na verdade nem sempre é assim. Ou, melhor dizendo, não é nada disso. Para boa parte dos pais e (sobretudo) das mães, filhos pequenos são sinônimo de cansaço, estresse, isolamento social e – não tenhamos medo das palavras – um certo grau de infelicidade. Ninguém fala disso abertamente. É feio. As pessoas têm medo de se queixar e parecer desnaturadas. O máximo que se ouve são referências ambíguas e cheias de altruísmo aos percalços da maternidade, como no chavão: “Ser mãe é padecer no Paraíso”. Muitas que passaram pelo padecimento não se lembram de ter visto o Paraíso e, mesmo assim, realimentam a mística. Costumam falar apenas do amor incondicional que nasce com os filhos e das alegrias únicas que se podem extrair do convívio com eles. A depressão, as rachaduras na intimidade do casal, as dificuldades com a carreira e o dinheiro curto – disso não se fala fora do círculo mais íntimo e, mesmo nele, se fala com cuidado. É tabu expor a própria tristeza numa situação que deveria ser idílica.
Fonte da Reportagem: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2012/10/ter-filhos-traz-mesmo-felicidade.html
Olá seguidores!
Estou sugerindo está
reportagem, pois penso ser um tema não muito discutido na nossa sociedade, e
que precisamos refletir um pouco.
Fala-se muito dos aspectos
positivos da maternidade e paternidade, e muitas vezes nós enquanto sociedade não
deixamos espaço para que os pais (em especial os de primeira viagem) possam
discutir sobre seus medos, suas dúvidas e até suas insatisfação na experiência
de ter um bebê em casa.
Sentir irritação, cansaço
e tristeza diante das situações que são colocadas no dia a dia com os cuidados
que um bebê exige não são só sinônimos de depressão ou de que os pais são
desleixados. Pode ser também sinal de adaptação de um mundo novo, em que todos têm
que se reconhecer e aprender a lidar com o jeito de cada um.
Poder ter um espaço,
dentro da família mesmo, para compartilhar as dificuldades desse primeiro
período é muito importante para que a ansiedade diminua.
A comunicação é essencial
neste momento, dividir a experiência com pessoas que já viveram essa fase é
muito importante, ajuda a reconhecer que não estão sozinhos nessa situação e
que outras pessoas já passaram por isso e sobreviveram.
Refletir que somos seres
ambivalentes contribui para esse período e os próximos que virão, pois assim
podemos integrar que faz parte da nossa essência, e que não há nada de ruim,
amar profundamente uma pessoa e mesmo assim se irritar e não gostar de algumas coisas dela, mesmo
quando estamos falando em bebês.
domingo, 2 de dezembro de 2012
E agora, que corpo eu tenho?
Muitas mulheres após a chegada do bebê, e durante os
primeiros meses, queixam-se de uma sensação de estranheza e quase não
pertencimento em relação aos seus corpos.
“Não tenho mais a barriga de grávida, mas também não tenho o
corpo que tinha antes de engravidar”.
Essa sensação, muitas vezes, traz inseguranças nas mamães, diminuindo a autoestima
e até o prazer de estar com seu bebê.
As mudanças físicas são inegáveis, e é até importante que as
notemos, não com um olhar de critica, mas de reflexão. O corpo vem nos falar a
partir das mudanças físicas o que, em determinados momentos, não conseguimos
ouvir claramente no emocional.
Essa diferença que as mães costumam perceber e relatar para
os maridos, familiares e até a equipe médica, também têm uma estranheza
emocional. Não é só o corpo que mudou e precisa encontrar um novo ritmo, o
psicológico também.
Se adaptar a novos papéis, se identificar com novas posições
sociais, e se ver responsável por um ser tão frágil e dependente causa muita
estranheza mesmo.
São nove meses de um “acostumamento” com a barriga, com os
movimentos do bebê, com uma sensação de certo controle diante de todas as mudanças...E
ai vem o parto, o choro, as identificações com as necessidades do bebê e sua
dependência, e muitas vezes tudo isso vem acompanhada de um medo do “será que
vou dar conta?”
É como se o espelho estivesse dizendo “Ei, agora você é mãe.”
E isso requer uma adaptação, física e emocional. O espelho e
o seu corpo não estão dizendo que você ficará com está barriga para sempre ou
que agora que é mãe não precisa valorizar mais sua fisionomia, pelo contrário,
só estão dizendo que a trajetória mudou e que você precisará de um tempo para
se adaptar com você e com seu bebê!
Está adaptação independe de ser o primeiro ou o quinto filho, pois com cada nascimento de um filho também nasce uma nova mãe!
sábado, 29 de setembro de 2012
Bebê prematuro? E agora?
A prematuridade é um dos grandes problemas de saúde
pública da nossa sociedade. Consideramos uma criança prematura aquela que nasce
antes das trinta e sete semanas completas.
Já compartilhamos bastante aqui, que o período
gestacional é carregado por diversas alterações emocionais que são comuns em
todas as grávidas. Porém, quando há o diagnóstico de risco de prematuridade, o
inesperado vem à tona modificando a vida da mãe e de todos os familiares.
A mãe que tem um bebê prematuro, precisa lidar com possíveis
sentimentos de frustração da gravidez não ter chego até o final, reconstruir o
vínculo com o seu bebê quando ele sai de uma UTI Neonatal, se organizar para
alta hospitalar, e a mãe também vai precisar aprender a lidar com as
necessidades especificas que as vezes um bebê prematuro exige.
Os pais de bebê prematuros também são pais
prematuramente, por isso toda a rede de apoio que puder ser realizada em torno
deles é muito importante.
O pai neste momento é essencial para que a mãe possa
estar numa “devoção completa” com o bebê, suprindo as necessidades dele.
Cuidar do bebê neste momento além dos cuidados
fisiológicos, também tem haver com o ouvir a voz da mãe, do pai e dos irmãos,
do toque suave, da massagem, e até do cheiro.
É importante também os pais estarem atentos ao levar o
bebê para casa, pois por muitas vezes o bebê que tem uma internação prolongada,
quando vai para casa precisa passar por uma nova adaptação que acaba por deixar
os pais inseguros, já que por um período o bebê foi cuidado por outras pessoas.
É uma readaptação que todos irão passar, mas o importante é lembrar que irão
encontrar um jeito, o que seja melhor para eles.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Hiperêmese gravídica é prejudicial para a saúde da gestante
Caras leitoras, segue mais uma entrevista concedida por mim ao site Dicas de Mulher, espero que gostem!
Nos primeiros meses de gravidez a mulher pode apresentar alguns sintomas comuns da sua nova situação. O atraso da menstruação, sono em excesso, fome aumentada, enjoos e vômitos. É o corpo avisando que uma nova vida está sendo gerada no útero da mulher.
As náuseas e os vômitos costumam ocorrer a partir da sexta semana de gestação e persistem até a vigésima semana. Até aqui, tudo bem, pois este é um sintoma recorrente da gravidez. O problema é quando esses vômitos são intensos, prolongados e passam a prejudicar a saúde da mulher. Neste caso é possível que a gestante esteja sofrendo de hiperêmese gravídica.
Segundo a psicóloga, especialista em psicologia obstétrica, Elisangela Batista Secco, o excesso de náuseas e vômitos pode comprometer a saúde tanto da gestante quanto do bebê. “Ao colocar todo alimento que ingere para fora, a mulher fica com deficiências nutricionais e desidratada, o que acarreta em perda de peso, entre outras coisas”, explica a especialista.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Medo de engravidar pode desencadear gravidez psicológica
Olá Leitores, compartilho com vocês uma entrevista concedida por mim ao site Dicas De Mulher.
Os sintomas são de uma gravidez e incluem enjoos, atrasos na menstruação, mudanças no corpo, aumento do abdômen e dor nos seios, mas o teste simplesmente dá negativo. Neste caso, é possível que a mulher esteja passando por uma gravidez psicológica. A psicóloga, especialista em psicologia obstétrica, Elisangela Batista Secco, explica que o diagnóstico da pseudociese, nome cientifico do distúrbio, é realizado através de exames de concentração hormonal HCG e, em alguns casos, com ultrassonografia para complementar a análise.
As causas para a gravidez psicológica podem ser muitas, pois tudo depende do histórico de cada mulher. “Os conflitos são inconscientes e podem estar relacionados tanto com o desejo intenso de engravidar, quanto com o medo da gestação. Situações de perdas e confusões relacionados à feminilidade e ao papel social que a mulher exerce, muitas vezes também contribuem para o surgimento do distúrbio”, explica.
Depois de diagnosticada com pseudociese, a mulher precisa passar por um tratamento psicoterápico e, muitas vezes, médico, com administração de remédios que têm o objetivo de eliminar os sinais de uma gestação. “Esse processo é importante porque todos os sintomas são parecidos com o de uma gravidez real e não são provocados conscientemente pela mulher”, alerta a especialista.
É preciso ter cuidado e trato ao lidar com uma mulher que passou por uma gravidez psicológica, por isso a especialista explica que muitas vezes o tratamento psicoterápico se estende ao marido e a família da paciente. “As mulheres e familiares em geral ficam muito tristes, pois a possibilidade de estar grávida gera uma série de expectativas em relação a espera do bebê, e muitas vezes todo esse sofrimento e frustração pode dar vasão a quadros depressivos”, alerta.
Para ajudar, a família da mulher precisa apoia-la para que ela não se sinta sozinha. Além disso, é importante que as pessoas ao redor, como amigos e parentes, não a pressionem tentando convence-la da não gravidez. “Mesmo após o diagnóstico de que não há um bebê no útero da mulher, ela não pode controlar os sintomas. É absolutamente involuntário”, explica.
A médica alerta ainda que as chances de reincidência do distúrbio são poucas, mas elas existem. “Na maioria dos casos o tratamento medicamentoso associado à terapia e ao apoio familiar, permite um prognóstico favorável. Mas em casos mais graves, quando o quadro de pseudociese está associado com outros fatores, como psicose, há chances maiores de ocorrer reincidência”, finaliza a psicóloga.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Gerare Psicologia Obstétrica
Caros
leitores, o intuito de divulgar o projeto Gerare Psicologia Obstétrica aqui no
blog é para que existam maiores informações das necessidades de atendimento
qualificado para mulheres e familiares que estão passando pelo período de gravidez e puerpério.
Por que um projeto de Psicologia específico
para Grávidas?
É
de senso comum as alterações emocionais que as mulheres costumam ter no período
gestacional, porém, essas alterações na maioria das vezes só são consideradas
importantes quando a mulher sofre um processo de depressão grave ou uma psicose
puerperal. As outras mudanças psíquicas são tidas como de menos valia, e a
mulher costuma ouvir “Ah, isso é coisa de grávida, daqui a pouco passa”.
Sabendo-se
que existem medidas profiláticas que podem ser realizadas em um pré-natal
psicológico, foi que surgiu o desejo de realização de um projeto para suprir
essas necessidades.
Como saber então se preciso fazer um
pré-natal psicológico ou que a grávida que estou atendendo precisa ser
encaminhada para uma consulta psicológica?
domingo, 10 de junho de 2012
Gestação e Câncer
A
gravidez quando associada a qualquer alteração no corpo da mãe, gera uma
angústia e ansiedade muito grande para todos os envolvidos.
Saber
que está grávida e ao mesmo tempo receber o diagnóstico de câncer mobiliza sentimentos
contraditórios, pois são trajetórias que parecem não ter lógica, já que a gravidez é sinal de estado de saúde na mulher.
O câncer relacionado com a gravidez é
classificado como o câncer diagnosticado durante a gravidez, até um ano após o
parto, ou no período em que a mulher ainda estiver amamentando. O
cuidado da mulher grávida e portadora de câncer envolve não só a paciente, mas
também a família dessa mulher. A equipe de saúde interdisciplinar terá o
objetivo de tratar e curar a mãe, e proteger o bebê para que ele tenha um
desenvolvimento saudável. Muitas vezes, para que esses objetivos se cumpram, é
necessário antecipar o parto para a continuação do tratamento da mãe e para que
o bebê não sofra efeitos prejudiciais do tratamento, que normalmente envolvem
quantidades altas de medicação. Essas medidas são causadoras de estresse para a
mãe e os familiares envolvidos no processo.
Notamos que a gestante passa por alterações importantes
para assumir seu novo papel de mãe, tanto internamente como perante a
sociedade. Esse período por si só é carregado de sentimentos e emoções que
muitas vezes são difíceis de lidar, e a mulher grávida e com câncer terá que buscar
estratégias de enfrentamento para adaptar-se a esses dois momentos impares em
sua vida.
domingo, 20 de maio de 2012
Ultrassom morfológico alterado? E agora?
Uma
das maiores expectativas de grande parte das mamães após saberem que estão
grávidas, é a espera do primeiro ultrassom morfológico, que se dá entre a
décima primeira e décima quarta semana de gestação.
A
expectativa geralmente é grande, pois neste ultrassom é possível avaliar mais
claramente a anatomia interna e externa do bebê. Muitas vezes, o resultado
alterado neste primeiro exame não significa que o bebê é portador de alguma malformação,
mas indica a necessidade de complementar o diagnóstico com outros exames, como
o cariótipo fetal, e o ultrassom morfológico de segundo trimestre.
Quando
um segundo ultrassom morfológico ou outro exame diagnóstico confirma a presença
de alguma malformação, para a mamãe, papai e familiares receber tal noticia é
um choque, pois rompe com a imagem do bebê que se esperava ter.
domingo, 13 de maio de 2012
Especial: Dia das Mães
O blog Cabeça de Mãe em Homenagem a este dia tão especial oferece as mamães e familiares este vídeo com imagens do Desenvolvimento Fetal e Alterações Psicológicas do Ciclo Gravídico.
Lembrando que, a separação realizada aqui dos aspectos psicológicos tem o objetivo apenas de sistematizar a apresentação. Não significa que todos os aspectos são vividos por todas as grávidas, e tão pouco que as alterações emocionais apresentadas ocorram somente nos períodos que foram mostradas.
Feliz Dia das Mães!
segunda-feira, 23 de abril de 2012
STF autoriza aborto de anencefalia
O Supremo Tribunal Federal
(STF) decidiu ontem, por oito votos a dois, que o aborto de fetos com
má-formação do cérebro (anencefalia) não pode ser considerado crime. Os
ministros finalizaram o julgamento de um processo da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Saúde (CNTS).
Com esse entendimento, as
gestantes que quiserem interromper a gravidez de fetos diagnosticados com a
anomalia não precisarão mais de autorização judicial. Os profissionais de saúde
que realizarem o procedimento também não poderão ser responsabilizados
criminalmente.
O Código Penal autoriza o
aborto apenas no caso de estupro ou de claro risco à vida da gestante e
estabelece penas de reclusão tanto para a mulher quanto para o médico que realizar
a interrupção da gravidez.
O ministro Marco Aurélio
Mello, relator do caso julgado pela Corte, defendeu, em seu voto, que o Estado
não pode impor a continuidade de uma gravidez inviável, sob pena de violar o
princípio da dignidade da mulher e de aplicar à gestante uma "tortura
psicológica". Ele afirmou que o próprio Conselho Federal de Medicina, na
Resolução nº 1.752, de 2004, classifica os anencéfalos como "natimortos
cerebrais" e disse que a gravidez em casos de anencefalia tem índice de
mortalidade de 100% para o feto. Por isso, a interrupção da gestação não pode,
segundo Mello, ser criminalizada. "Cabe à mulher, e não ao Estado, sopesar
valores e sentimentos de ordem estritamente privada, para deliberar pela
interrupção, ou não, da gravidez [de anencéfalos]", disse o ministro.
Segundo Marco Aurélio, o
Código Penal não autoriza o aborto de anencéfalos porque, em 1940, quando a lei
foi editada, os diagnósticos médicos não possibilitavam detectar a anomalia. O
ministro Gilmar Mendes ponderou, por sua vez, que a falta de previsão legal não
deve impedir a interrupção de gestações de fetos com anencefalia. "Não é
razoável e tolerável que se imponha à mulher tamanho ônus por uma falta de um
modelo institucional adequado de proteção", afirmou.
Ao longo do julgamento, que
durou dois dias, os magistrados não discutiram outras situações, diferentes da
anencefalia, em que o aborto poderia futuramente ser permitido. "Não
estamos autorizando práticas abortivas nem legitimando a prática do
aborto", disse o ministro Celso de Mello ao explicar a extensão dos
debates da Corte.
Em seus votos sobre a
possibilidade de aborto de anencéfalos, os ministros também reforçaram a
premissa de que a decisão que tomavam não levaria em consideração crenças
religiosas. "O Estado não é religioso, tampouco ateu. O Estado é
simplesmente neutro", resumiu Marco Aurélio Mello. A decisão dos ministros
foi acompanhada, em Plenário, por representantes de entidades religiosas. No
primeiro dia de julgamento, um bebê supostamente anencéfalo, com dois anos e
três meses de vida, foi levado pelos pais à Corte.
Primeiro ministro a votar em
sentido contrário à autorização do aborto de fetos com anencefalia, Ricardo
Lewandowski disse que o Poder Judiciário não pode, por uma interpretação
própria, ampliar as possibilidades de interrupção legal de uma gravidez.
Segundo ele, apenas ao Congresso Nacional poderia, se desejar, alterar o Código
Penal para incluir novas hipóteses de aborto legal.
"O Congresso Nacional,
intérprete último da vontade soberana do povo, poderia ter alterado a
legislação criminal vigente para incluir o aborto de fetos anencéfalos dentre
as hipóteses de interrupção da gravidez isenta de punição", afirmou
Lewandowski, que ainda demonstrou preocupação com o fato de a decisão favorável
da Corte sobre o aborto de fetos com anencefalia poder abrir espaço para a
interrupção de gestações de fetos com outras anomalias genéticas.
O presidente do Supremo,
Cezar Peluso, que também votou contra a autorização do aborto para fetos
anencéfalos, disse que o caso analisado ontem é "o mais importante da
história da Corte" porque se tenta definir o alcance constitucional do
conceito de vida. Ao se manifestar contra o aborto, ele afirmou que o feto
anencéfalo não pode ser reduzido "à condição de lixo" e disse que classificá-lo
como "alguma coisa imprestável" equivale a uma "forma de
discriminação".
Nas últimas semanas a decisão do
Supremo Tribunal Federal foi veiculada na mídia, ressurgindo um debate na nossa
sociedade que é importante que refletíssemos.
A decisão do STF expressa o
respeito à liberdade e a autonomia da mulher e casal em decidirem sobre a
interrupção ou não da gestação de um bebê com diagnóstico de anencefalia.
O bebê com anencefalia tem uma
patologia incompatível com a vida extrauterina, ou seja, após o nascimento ele
não sobreviverá.
Receber um diagnóstico de que o
bebê que está esperando tem problemas que não permitirão que ele viva é muito
angustiante para a mãe, pai, familiares, e até mesmo para o médico que precisa
ser o portador da má notícia.
sábado, 31 de março de 2012
Hiperêmese gravídica, você sabe o que é?
Durante o primeiro trimestre da gravidez muitas mulheres costumam se queixar de náuseas e vômitos, que é uma característica fisiológica comum para esse período gestacional.
No entanto, algumas mulheres têm essas náuseas e vômitos de maneira muito intensa e que se estendem para além do primeiro trimestre, o que ocasiona deficiências nutricionais, perda de peso e desidratação, sendo necessária internação hospitalar para a realização de tratamento. Quando isto ocorre estamos diante de um quadro de hiperêmese gravídica, está é associada a fatores biológicos e psicológicos.
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