domingo, 2 de dezembro de 2012

E agora, que corpo eu tenho?


Muitas mulheres após a chegada do bebê, e durante os primeiros meses, queixam-se de uma sensação de estranheza e quase não pertencimento em relação aos seus corpos.
“Não tenho mais a barriga de grávida, mas também não tenho o corpo que tinha antes de engravidar”.  Essa sensação, muitas vezes, traz inseguranças nas mamães, diminuindo a autoestima e até o prazer de estar com seu bebê.
As mudanças físicas são inegáveis, e é até importante que as notemos, não com um olhar de critica, mas de reflexão. O corpo vem nos falar a partir das mudanças físicas o que, em determinados momentos, não conseguimos ouvir claramente no emocional.
Essa diferença que as mães costumam perceber e relatar para os maridos, familiares e até a equipe médica, também têm uma estranheza emocional. Não é só o corpo que mudou e precisa encontrar um novo ritmo, o psicológico também.
Se adaptar a novos papéis, se identificar com novas posições sociais, e se ver responsável por um ser tão frágil e dependente causa muita estranheza mesmo.
São nove meses de um “acostumamento” com a barriga, com os movimentos do bebê, com uma sensação de certo controle diante de todas as mudanças...E ai vem o parto, o choro, as identificações com as necessidades do bebê e sua dependência, e muitas vezes tudo isso vem acompanhada de um medo do “será que vou dar conta?”
É como se o espelho estivesse dizendo “Ei, agora você é mãe.”
E isso requer uma adaptação, física e emocional. O espelho e o seu corpo não estão dizendo que você ficará com está barriga para sempre ou que agora que é mãe não precisa valorizar mais sua fisionomia, pelo contrário, só estão dizendo que a trajetória mudou e que você precisará de um tempo para se adaptar com você e com seu bebê!
Está adaptação independe de ser o primeiro ou o quinto filho, pois com cada nascimento de um filho também nasce uma nova mãe!

sábado, 29 de setembro de 2012

Bebê prematuro? E agora?



 A prematuridade é um dos grandes problemas de saúde pública da nossa sociedade. Consideramos uma criança prematura aquela que nasce antes das trinta e sete semanas completas.
Já compartilhamos bastante aqui, que o período gestacional é carregado por diversas alterações emocionais que são comuns em todas as grávidas. Porém, quando há o diagnóstico de risco de prematuridade, o inesperado vem à tona modificando a vida da mãe e de todos os familiares.
A mãe que tem um bebê prematuro, precisa lidar com possíveis sentimentos de frustração da gravidez não ter chego até o final, reconstruir o vínculo com o seu bebê quando ele sai de uma UTI Neonatal, se organizar para alta hospitalar, e a mãe também vai precisar aprender a lidar com as necessidades especificas que as vezes um bebê prematuro exige.
Os pais de bebê prematuros também são pais prematuramente, por isso toda a rede de apoio que puder ser realizada em torno deles é muito importante.
O pai neste momento é essencial para que a mãe possa estar numa “devoção completa” com o bebê, suprindo as necessidades dele.  
Cuidar do bebê neste momento além dos cuidados fisiológicos, também tem haver com o ouvir a voz da mãe, do pai e dos irmãos, do toque suave, da massagem, e até do cheiro.
É importante também os pais estarem atentos ao levar o bebê para casa, pois por muitas vezes o bebê que tem uma internação prolongada, quando vai para casa precisa passar por uma nova adaptação que acaba por deixar os pais inseguros, já que por um período o bebê foi cuidado por outras pessoas. É uma readaptação que todos irão passar, mas o importante é lembrar que irão encontrar um jeito, o que seja melhor para eles.



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Hiperêmese gravídica é prejudicial para a saúde da gestante


Caras leitoras, segue mais uma entrevista concedida por mim ao site Dicas de Mulher, espero que gostem!
Nos primeiros meses de gravidez a mulher pode apresentar alguns sintomas comuns da sua nova situação. O atraso da menstruação, sono em excesso, fome aumentada, enjoos e vômitos. É o corpo avisando que uma nova vida está sendo gerada no útero da mulher.
As náuseas e os vômitos costumam ocorrer a partir da sexta semana de gestação e persistem até a vigésima semana. Até aqui, tudo bem, pois este é um sintoma recorrente da gravidez. O problema é quando esses vômitos são intensos, prolongados e passam a prejudicar a saúde da mulher. Neste caso é possível que a gestante esteja sofrendo de hiperêmese gravídica.
Segundo a psicóloga, especialista em psicologia obstétrica, Elisangela Batista Secco, o excesso de náuseas e vômitos pode comprometer a saúde tanto da gestante quanto do bebê. “Ao colocar todo alimento que ingere para fora, a mulher fica com deficiências nutricionais e desidratada, o que acarreta em perda de peso, entre outras coisas”, explica a especialista.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Medo de engravidar pode desencadear gravidez psicológica


Olá Leitores, compartilho com vocês uma entrevista concedida por mim ao site Dicas De Mulher.

Os sintomas são de uma gravidez e incluem enjoos, atrasos na menstruação, mudanças no corpo, aumento do abdômen e dor nos seios, mas o teste simplesmente dá negativo. Neste caso, é possível que a mulher esteja passando por uma gravidez psicológica. A psicóloga, especialista em psicologia obstétrica, Elisangela Batista Secco, explica que o diagnóstico da pseudociese, nome cientifico do distúrbio, é realizado através de exames de concentração hormonal HCG e, em alguns casos, com ultrassonografia para complementar a análise.


As causas para a gravidez psicológica podem ser muitas, pois tudo depende do histórico de cada mulher. “Os conflitos são inconscientes e podem estar relacionados tanto com o desejo intenso de engravidar, quanto com o medo da gestação. Situações de perdas e confusões relacionados à feminilidade e ao papel social que a mulher exerce, muitas vezes também contribuem para o surgimento do distúrbio”, explica.
Depois de diagnosticada com pseudociese, a mulher precisa passar por um tratamento psicoterápico e, muitas vezes, médico, com administração de remédios que têm o objetivo de eliminar os sinais de uma gestação. “Esse processo é importante porque todos os sintomas são parecidos com o de uma gravidez real e não são provocados conscientemente pela mulher”, alerta a especialista.
Apoio da família
É preciso ter cuidado e trato ao lidar com uma mulher que passou por uma gravidez psicológica, por isso a especialista explica que muitas vezes o tratamento psicoterápico se estende ao marido e a família da paciente. “As mulheres e familiares em geral ficam muito tristes, pois a possibilidade de estar grávida gera uma série de expectativas em relação a espera do bebê, e muitas vezes todo esse sofrimento e frustração pode dar vasão a quadros depressivos”, alerta.
Para ajudar, a família da mulher precisa apoia-la para que ela não se sinta sozinha. Além disso, é importante que as pessoas ao redor, como amigos e parentes, não a pressionem tentando convence-la da não gravidez. “Mesmo após o diagnóstico de que não há um bebê no útero da mulher, ela não pode controlar os sintomas. É absolutamente involuntário”, explica.
A médica alerta ainda que as chances de reincidência do distúrbio são poucas, mas elas existem. “Na maioria dos casos o tratamento medicamentoso associado à terapia e ao apoio familiar, permite um prognóstico favorável. Mas em casos mais graves, quando o quadro de pseudociese está associado com outros fatores, como psicose, há chances maiores de ocorrer reincidência”, finaliza a psicóloga.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Gerare Psicologia Obstétrica


Caros leitores, o intuito de divulgar o projeto Gerare Psicologia Obstétrica aqui no blog é para que existam maiores informações das necessidades de atendimento qualificado para mulheres e familiares que estão passando pelo período de gravidez e puerpério. 

Por que um projeto de Psicologia específico para Grávidas?
É de senso comum as alterações emocionais que as mulheres costumam ter no período gestacional, porém, essas alterações na maioria das vezes só são consideradas importantes quando a mulher sofre um processo de depressão grave ou uma psicose puerperal. As outras mudanças psíquicas são tidas como de menos valia, e a mulher costuma ouvir “Ah, isso é coisa de grávida, daqui a pouco passa”.
Sabendo-se que existem medidas profiláticas que podem ser realizadas em um pré-natal psicológico, foi que surgiu o desejo de realização de um projeto para suprir essas necessidades.

Como saber então se preciso fazer um pré-natal psicológico ou que a grávida que estou atendendo precisa ser encaminhada para uma consulta psicológica?

domingo, 10 de junho de 2012

Gestação e Câncer


A gravidez quando associada a qualquer alteração no corpo da mãe, gera uma angústia e ansiedade muito grande para todos os envolvidos.
Saber que está grávida e ao mesmo tempo receber o diagnóstico de câncer mobiliza sentimentos contraditórios, pois são trajetórias que parecem não ter lógica, já que a gravidez é sinal de estado de saúde na mulher.
O câncer relacionado com a gravidez é classificado como o câncer diagnosticado durante a gravidez, até um ano após o parto, ou no período em que a mulher ainda estiver amamentando. O cuidado da mulher grávida e portadora de câncer envolve não só a paciente, mas também a família dessa mulher. A equipe de saúde interdisciplinar terá o objetivo de tratar e curar a mãe, e proteger o bebê para que ele tenha um desenvolvimento saudável. Muitas vezes, para que esses objetivos se cumpram, é necessário antecipar o parto para a continuação do tratamento da mãe e para que o bebê não sofra efeitos prejudiciais do tratamento, que normalmente envolvem quantidades altas de medicação. Essas medidas são causadoras de estresse para a mãe e os familiares envolvidos no processo.
Notamos que a gestante passa por alterações importantes para assumir seu novo papel de mãe, tanto internamente como perante a sociedade. Esse período por si só é carregado de sentimentos e emoções que muitas vezes são difíceis de lidar, e a mulher grávida e com câncer terá que buscar estratégias de enfrentamento para adaptar-se a esses dois momentos impares em sua vida.

domingo, 20 de maio de 2012

Ultrassom morfológico alterado? E agora?


Uma das maiores expectativas de grande parte das mamães após saberem que estão grávidas, é a espera do primeiro ultrassom morfológico, que se dá entre a décima primeira e décima quarta semana de gestação.  
A expectativa geralmente é grande, pois neste ultrassom é possível avaliar mais claramente a anatomia interna e externa do bebê. Muitas vezes, o resultado alterado neste primeiro exame não significa que o bebê é portador de alguma malformação, mas indica a necessidade de complementar o diagnóstico com outros exames, como o cariótipo fetal, e o ultrassom morfológico de segundo trimestre.  
Quando um segundo ultrassom morfológico ou outro exame diagnóstico confirma a presença de alguma malformação, para a mamãe, papai e familiares receber tal noticia é um choque, pois rompe com a imagem do bebê que se esperava ter.

domingo, 13 de maio de 2012

Especial: Dia das Mães

O blog Cabeça de Mãe em Homenagem a este dia tão especial oferece as mamães e familiares este vídeo com  imagens do Desenvolvimento Fetal e Alterações Psicológicas do Ciclo Gravídico.
Lembrando que, a separação realizada aqui dos aspectos psicológicos tem o objetivo apenas de sistematizar a apresentação. Não significa que todos os aspectos são vividos por todas as grávidas, e tão pouco que as alterações emocionais apresentadas ocorram somente nos períodos que foram mostradas.
Feliz Dia das Mães! 


video

segunda-feira, 23 de abril de 2012

STF autoriza aborto de anencefalia



O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem, por oito votos a dois, que o aborto de fetos com má-formação do cérebro (anencefalia) não pode ser considerado crime. Os ministros finalizaram o julgamento de um processo da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS).
Com esse entendimento, as gestantes que quiserem interromper a gravidez de fetos diagnosticados com a anomalia não precisarão mais de autorização judicial. Os profissionais de saúde que realizarem o procedimento também não poderão ser responsabilizados criminalmente.
O Código Penal autoriza o aborto apenas no caso de estupro ou de claro risco à vida da gestante e estabelece penas de reclusão tanto para a mulher quanto para o médico que realizar a interrupção da gravidez.
O ministro Marco Aurélio Mello, relator do caso julgado pela Corte, defendeu, em seu voto, que o Estado não pode impor a continuidade de uma gravidez inviável, sob pena de violar o princípio da dignidade da mulher e de aplicar à gestante uma "tortura psicológica". Ele afirmou que o próprio Conselho Federal de Medicina, na Resolução nº 1.752, de 2004, classifica os anencéfalos como "natimortos cerebrais" e disse que a gravidez em casos de anencefalia tem índice de mortalidade de 100% para o feto. Por isso, a interrupção da gestação não pode, segundo Mello, ser criminalizada. "Cabe à mulher, e não ao Estado, sopesar valores e sentimentos de ordem estritamente privada, para deliberar pela interrupção, ou não, da gravidez [de anencéfalos]", disse o ministro.
Segundo Marco Aurélio, o Código Penal não autoriza o aborto de anencéfalos porque, em 1940, quando a lei foi editada, os diagnósticos médicos não possibilitavam detectar a anomalia. O ministro Gilmar Mendes ponderou, por sua vez, que a falta de previsão legal não deve impedir a interrupção de gestações de fetos com anencefalia. "Não é razoável e tolerável que se imponha à mulher tamanho ônus por uma falta de um modelo institucional adequado de proteção", afirmou.
Ao longo do julgamento, que durou dois dias, os magistrados não discutiram outras situações, diferentes da anencefalia, em que o aborto poderia futuramente ser permitido. "Não estamos autorizando práticas abortivas nem legitimando a prática do aborto", disse o ministro Celso de Mello ao explicar a extensão dos debates da Corte.
Em seus votos sobre a possibilidade de aborto de anencéfalos, os ministros também reforçaram a premissa de que a decisão que tomavam não levaria em consideração crenças religiosas. "O Estado não é religioso, tampouco ateu. O Estado é simplesmente neutro", resumiu Marco Aurélio Mello. A decisão dos ministros foi acompanhada, em Plenário, por representantes de entidades religiosas. No primeiro dia de julgamento, um bebê supostamente anencéfalo, com dois anos e três meses de vida, foi levado pelos pais à Corte.

Primeiro ministro a votar em sentido contrário à autorização do aborto de fetos com anencefalia, Ricardo Lewandowski disse que o Poder Judiciário não pode, por uma interpretação própria, ampliar as possibilidades de interrupção legal de uma gravidez. Segundo ele, apenas ao Congresso Nacional poderia, se desejar, alterar o Código Penal para incluir novas hipóteses de aborto legal.
"O Congresso Nacional, intérprete último da vontade soberana do povo, poderia ter alterado a legislação criminal vigente para incluir o aborto de fetos anencéfalos dentre as hipóteses de interrupção da gravidez isenta de punição", afirmou Lewandowski, que ainda demonstrou preocupação com o fato de a decisão favorável da Corte sobre o aborto de fetos com anencefalia poder abrir espaço para a interrupção de gestações de fetos com outras anomalias genéticas.
O presidente do Supremo, Cezar Peluso, que também votou contra a autorização do aborto para fetos anencéfalos, disse que o caso analisado ontem é "o mais importante da história da Corte" porque se tenta definir o alcance constitucional do conceito de vida. Ao se manifestar contra o aborto, ele afirmou que o feto anencéfalo não pode ser reduzido "à condição de lixo" e disse que classificá-lo como "alguma coisa imprestável" equivale a uma "forma de discriminação".

Nas últimas semanas a decisão do Supremo Tribunal Federal foi veiculada na mídia, ressurgindo um debate na nossa sociedade que é importante que refletíssemos.
A decisão do STF expressa o respeito à liberdade e a autonomia da mulher e casal em decidirem sobre a interrupção ou não da gestação de um bebê com diagnóstico de anencefalia.
O bebê com anencefalia tem uma patologia incompatível com a vida extrauterina, ou seja, após o nascimento ele não sobreviverá.
Receber um diagnóstico de que o bebê que está esperando tem problemas que não permitirão que ele viva é muito angustiante para a mãe, pai, familiares, e até mesmo para o médico que precisa ser o portador da má notícia.

sábado, 31 de março de 2012

Hiperêmese gravídica, você sabe o que é?

Durante o primeiro trimestre da gravidez muitas mulheres costumam se queixar de náuseas e vômitos, que é uma característica fisiológica comum para esse período gestacional.
No entanto, algumas mulheres têm essas náuseas e vômitos de maneira muito intensa e que se estendem para além do primeiro trimestre, o que ocasiona deficiências nutricionais, perda de peso e desidratação, sendo necessária internação hospitalar para a realização de tratamento. Quando isto ocorre estamos diante de um quadro de hiperêmese gravídica, está é associada a fatores biológicos e psicológicos.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Sexo na gestação?

Muitos casais enfrentam dificuldades em relação à sexualidade no período gestacional e há diversos motivos para que isso ocorra.
Primeiramente, temos que considerar as mudanças diárias que a mulher enfrenta no seu corpo. E não estamos falando só da barriga que cresce a cada dia que passa, mas de uma série de outras alterações que podem interferir na relação que ela estabelece consigo e com seu parceiro, como por exemplo, alterações nas mamas (tamanho e sensibilidade), nos órgãos genitais, no equilíbrio corporal, etc. Tais mudanças são normais e fazem parte da gravidez, o que difere é como cada casal vai lidar com elas. Se a mulher não se sente à vontade com seu novo corpo, também não conseguirá ter uma relação sexual satisfatória e tranqüila por não conseguir relaxar e explorar sua sensualidade. Também fica bastante vulnerável a qualquer reação do marido, e por não se sentir bem, acaba interpretando de maneira negativa suas atitudes e ações, prejudicando ainda mais a relação do casal.  
É importante lembrar que os homens também podem ficar pouco à vontade com as mudanças corporais da mulher. Como as mudanças são rápidas, é como se ele tivesse uma nova mulher a cada dia! E isso vai exigir dele adaptações na forma de se relacionar sexualmente com ela, tendo que buscar novos padrões e posições para satisfazer e obter satisfação. Essa exigência de mudanças pode deixar o homem bastante inseguro, o que faz com que ele acabe de retraindo e diminuindo a busca por relações sexuais.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Atualidades - Polícia investiga possível Gravidez Psicológica em Americana, SP

Mulher de 20 anos descobriu que não estava grávida após cesariana. 


Jovem foi examinada diversas vezes por especialistas antes de 'parto'.


Jovem diz ter apresentado todos os sintomas de gravidez 


A Polícia Civil abriu investigação nesta semana a respeito de uma possível gravidez psicológica ocorrida em um hospital em Americana, no interior de São Paulo. Na semana passada, a auxiliar de fiação Rosangela Aparecida dos Anjos, de 20 anos, que pensava estar com 9 meses de gestação, só descobriu que não esperava um bebê quando médicos fizeram uma cirurgia cesariana.
O cartão de pré-natal da mulher mostra que ela passou por sete consultas. Três especialistas a examinaram até o “parto”. Outra médica chegou até a emitir uma carta de afastamento do serviço pelo motivo de gravidez.
Em 5 de janeiro, depois de sentir dores abdominais, ela foi internada. O exame clínico apontou contração do útero, o que sugeriu trabalho de parto, e um enfermeiro fez a monitoração cardíaca.
Com o diagnóstico de batimentos baixos, a equipe médica decidiu então realizar uma cesariana de emergência por acreditar que o “bebê” estava em risco. “Durante essa monitoramento, detectou-se que os batimentos do feto estavam bem baixos. Esses batimentos poderiam ser os batimentos da mãe”, afirmou o diretor clínico do hospital, Oscar Norio Kinsui.
Após o procedimento, a equipe médica descobriu que não havia criança. No entanto, Rosângela garante que sentiu os sintomas de gravidez e fez o pré-natal. “Eles ouviam o batimento do bebê, eu também ouvia, eles mediam a barriga, me pesavam e falavam que estava tudo bem com o bebê.” Ela afirma que fez um exame de ultrassonografia em uma clínica de Santa Bárbara d´Oeste, também no interior, mas não apresentou o laudo. A direção da clínica diz que ela não compareceu para fazer exames.
Segundo o hospital, Rosangela teve gravidez psicológica. Apesar disso, o centro médico abriu uma sindicância para apurar o que ocorreu.
Diagnóstico psicológico
A advogada da mulher, Fabiana Teixeira Alves, afirma que caso se comprove a gravidez psicológica, os médicos também fizeram um diagnóstico psicológico. “Os envolvidos nesse caso são dois obstetras, mais um radiologista e o médico que fez a cesariana. A gente tem provas de que eles afirmaram a existência dessa criança, um deu a licença à gestante inclusive, o que fez ultrassonografia falou que era menina e tem o médico que fez o pré-natal e o próprio médico que fez a cesariana. Ele escreveu no documento: sofrimento fetal", afirmou.
A Delegacia de Defesa da Mulher em Americana abriu inquérito para investigar o caso. Rosangela foi ouvida e ficou de apresentar os exames. O delegado-assistente de Americana Robson Gonçalves de Oliveira não descarta nenhuma hipótese. “A gravidez psicológica é uma delas. Trabalhamos também com a hipótese de que, se houve realmente parto, pode ter acontecido alguma coisa com o feto.”


Diante dessa reportagem, gostaríamos de falar a respeito da Gravidez Psicológica ou Pseudociese.
Geralmente quando se fala em gravidez psicológica, imagina-se que são “coisas da cabeça” da mulher ou uma gravidez inventada/imaginada por ela. Por conta disso, na maioria das vezes, as queias das mulheres que apresentam esse quadro não são valorizadas e estas não têm a possibilidade de receber ajuda especializada para tratamento, o que acarreta em um aumento significativo do seu sofrimento.
A gravidez psicológica existe não como uma invenção da mulher que a apresenta, pois se assemelha muito a uma gestação normal com a diferença de que não há a presença de um feto ou bebê.

Nota de Esclarecimento

Caros Leitores,
Gostaríamos de esclarecer à todos vocês que acompanham o nosso blog que as postagens sobre notícias da atualidade são meramente ilustrativas, com o objetivo de compartilhar temas interessantes a partir de alguns exemplos que estão na mídia.
Infelizmente, não temos controle sobre a veracidade das notícias publicadas, mas as informações e reflexões escritas por nós após cada notícia têm sempre um caráter profissional e cientifico no intuito de contribuir com informações esclarecedoras para gestantes, puérperas e familiares.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Atualidades 'Megagrávida' de Taubaté (SP) leva 4 Marias na barriga

A pedagoga Maria Verônica Aparecida Vieira, 25, de Taubaté (SP), está esperando quatro Marias para as próximas semanas, mas só descobriu que a gravidez era de quádruplos um mês atrás.
O primeiro ultrassom mostrou apenas dois bebês. Em outubro, "apareceu" mais um. Pelo tamanho da barriga, porém, a família já desconfiava que vinha mais criança por aí.
Na 34ª semana de gestação (a gravidez dura cerca de 40 semanas), a pedagoga precisa encomendar suas roupas, dorme "quase sentada" e tem dificuldade para andar.
E afirma que fica o tempo todo descalça porque, com os pés inchados, eles "não entram nem Havaianas". Até o momento, Maria Verônica diz ter engordado "apenas" 30 quilos.
SORTE
Dona de uma escola infantil, ela e o metalúrgico Kleber Eduardo Vieira, 37, são pais de um menino de quatro anos, Kauê, e vivem um caso raro.
A probabilidade de uma mulher ficar grávida de quadrigêmeos univitelinos, sem tratamento, como neste caso, é de 1 para 658,5 mil, segundo o obstetra Helvio Bortolozzi Soares, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
De acordo com ele, a gestação é de alto risco porque pode provocar trombose e pré-eclâmpsia (aumento súbito na pressão arterial).
Em gestações múltiplas, diz o obstetra, o mais comum é que os bebês nasçam com baixo peso e prematuros, até a 33ª semana de gestação.
"Ela tem sorte, ultrapassou o limite de prematuridade", afirma Soares. "Se ela fizer um bom pré-natal, há chance de os quatro bebês nascerem saudáveis, mesmo com o peso menor que o normal."
CORES
A pedagoga diz que, durante as consultas semanais, não foi detectado nenhum problema com as filhas.
A cesárea deve ser feita por volta do dia 20. Até lá, ela conta com a ajuda financeira de conhecidos para fazer as compras necessárias.
Quando as Marias nascerem (Klara, Eduarda, Fernanda e Vitória), o casal pretende vestir cada uma com uma cor diferente para identificá-las.
Fonte da reportagem:  www.folha.uol.com.br/cotidiano

Antes de comentarmos esta notícia, gostaríamos de pedir desculpas pela ausência de novas postagens no último mês. Correria de final de ano! Agora já estamos de volta para compartilhar novos conhecimentos com vocês!
Consideramos interessante compartilhar e comentar a notícia da gravidez da Maria Verônica por trazer uma série de questões importantes  que permeiam a gravidez de múltiplos e o puerpério nesse contexto.
Como dito na reportagem, as meninas de Maria Verônica serão gêmeas idênticas no aspecto físico, o que significa que se desenvolveram a partir de um mesmo óvulo fecundado.  Para lidar com as  semelhanças  físicas  das  filhas (pelo menos no início do puerpério), a mãe criou uma maneira de identificá-las a partir da diferenciação da cor da roupa de cada uma.
A estratégia da pedagoga nos parece interessante, pois facilita também a diferenciação de um bebê para outro. É muito importante que mães de múltiplos, sejam gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos e etc tenham em mente que não devem tratar seus bebês de maneira idêntica, mas que devem estar atentas às peculiaridades e singularidades de cada um para assim, tratá-los de maneira única. E o que isso quer dizer?